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Holding Médica: o que médicos e donos de clínicas precisam entender em 2026

 Por que este tema importa agora?

Nos últimos anos, muitos médicos e donos de clínicas passaram a operar estruturas cada vez mais complexas:

  • clínicas com múltiplos sócios;
  • crescimento acelerado de faturamento;
  • distribuição recorrente de lucros;
  • patrimônio acumulado fora da atividade médica.

Com as mudanças recentes na tributação da alta renda, estruturas que antes eram neutras passaram a gerar impacto tributário e patrimonial relevante, especialmente quando toda a renda converge diretamente para o CPF.

É nesse cenário que cresce o interesse pela chamada Holding Médica — muitas vezes cercada de ruído, promessas exageradas e informações incompletas.

O que é, na prática, uma “Holding Médica”?

Apesar do nome de mercado, holding médica não exerce atividade médica.

Tecnicamente, trata-se de uma holding pura, que:

  • não presta serviços de saúde;
  • não interfere no ato médico;
  • atua como sócia da clínica ou da empresa operacional.

Sua função é estrutural:

  • organizar participações societárias;
  • estruturar a distribuição de resultados;
  • concentrar patrimônio;
  • facilitar governança e sucessão.

Ponto essencial: A atividade médica continua sendo exercida exclusivamente pela clínica ou sociedade médica, conforme as regras do Conselho Regional de Medicina.

Por que esse tema ganha relevância em 2026?

Com o novo cenário do Imposto de Renda:

  • a distribuição de lucros à pessoa física, acima de determinados patamares, passa a sofrer incidência adicional;
  • estruturas improvisadas (tudo no CPF ou PJ sem planejamento) perdem eficiência;
  • cresce o risco de exposição fiscal e patrimonial.

A holding não elimina tributos, mas pode:

  • organizar o momento e a forma da distribuição;
  • permitir decisões mais estratégicas;
  • evitar a concentração automática de renda no CPF.

📌 Planejamento lícito sempre ocorre antes do fato gerador.

O que a Holding Médica não é (alerta importante)

Para evitar erros comuns:

  • ❌ não é forma de sonegação;
  • ❌ não é “atalho” fiscal;
  • ❌ não substitui a clínica;
  • ❌ não afasta obrigações éticas e regulatórias;
  • ❌ não garante economia automática.

Holding médica exige propósito negocial real, documentação adequada e execução alinhada à contabilidade e à realidade da operação.

Quando faz sentido avaliar uma Holding Médica?

Não existe número mágico, mas alguns sinais de atenção:

  • distribuição recorrente de lucros elevados;
  • patrimônio relevante fora da clínica;
  • múltiplos sócios;
  • crescimento acelerado;
  • ausência de regras claras de governança;
  • inexistência de planejamento sucessório.

📌 Avaliar não significa implantar. Avaliar é gestão de risco.

CRM, legalidade e limites

Do ponto de vista ético e regulatório:

  • o CRM permite PJ médica, desde que: o ato médico seja exercido por médicos; a estrutura societária seja regular;
  • a holding pode ser sócia da clínica;
  • não pode existir empresa “explorando” ato médico por terceiros.

A separação entre atividade-fim e estrutura patrimonial é essencial.

Fique alerta

Holding médica não é tendência de marketing. É reflexo de um cenário jurídico-tributário mais complexo.

Quem cresce sem estrutura assume riscos invisíveis. Quem planeja antes, decide com mais tranquilidade.

Por isso é essencial buscar informações com quem realmente entende do assunto e não está só preocupado em “economizar impostos”mas em proteger o que foi construído com muito esforço.

Procurar ajuda de um advogado especialista é essencial para estruturação jurídica de forma ética e segura.

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