O que 2025 nos ensinou e por que 2026 exige decisões mais conscientes
Todo início de ano carrega uma falsa sensação de recomeço. Como se o calendário tivesse o poder de apagar escolhas, erros e omissões do passado. No mundo jurídico e empresarial, isso não acontece. 2026 começa exatamente do ponto em que 2025 terminou.
E 2025 deixou sinais muito claros para quem soube observar.
Não foi um ano de grandes rupturas espetaculares. Foi um ano de consolidação. De entendimentos que se firmaram, de práticas que deixaram de ser toleradas e de riscos que passaram a ter consequências reais. Para a empresária, o recado foi direto: o improviso ficou caro demais.
2025: o ano em que o jurídico deixou de avisar e passou a cobrar
Ao longo de 2025, três movimentos se destacaram no cenário jurídico empresarial.
O primeiro foi a reforma tributária. Ainda em fase de transição, ela deixou de ser um debate distante e começou a entrar no radar operacional das empresas. Simulações, regulamentações e leis complementares passaram a afetar preços, contratos e margens. Muitos empresários optaram por esperar. Outros entenderam que o tempo da adaptação não seria opcional.
O segundo movimento foi o endurecimento da responsabilização patrimonial. A jurisprudência se consolidou no sentido de que má gestão, confusão patrimonial e informalidade não são detalhes — são fundamentos suficientes para alcançar o patrimônio pessoal de sócios e administradores. Em 2025, essas decisões se tornaram previsíveis. E quando o Judiciário se torna previsível, o risco deixa de ser teórico.
O terceiro foi o aumento dos conflitos societários e familiares. Empresas que cresceram sem regras claras passaram a enfrentar disputas que travam contas, imóveis e decisões estratégicas. Em muitos casos, o problema não surgiu em 2025 — ele apenas explodiu. A ausência de contratos, acordos e governança mostrou seu custo real.
2026: menos reação, mais método
Se 2025 foi o ano do aviso final, 2026 é o ano da conta.
A reforma tributária passa a impactar o dia a dia com mais força. Estruturas improvisadas sentem o peso primeiro. Contratos mal redigidos passam a gerar prejuízos concretos. E decisões tomadas “para resolver rápido” se transformam em passivos difíceis de administrar.
Na responsabilização patrimonial, a tendência é de aplicação ainda mais objetiva dos entendimentos já consolidados. Empresas desorganizadas deixam de ser apenas frágeis e passam a ser juridicamente perigosas para quem as administra.
Nos conflitos societários e familiares, o Judiciário assume cada vez mais o papel de decidir aquilo que os sócios e familiares não organizaram a tempo. E, quase sempre, essa decisão vem acompanhada de perdas — financeiras, emocionais e estratégicas.
O olhar que 2026 exige daS FAMÍLIAS empresáriaS
2026 não pede pressa. Pede clareza.
Clareza para entender que jurídico não é custo, é estrutura.
Clareza para separar patrimônio pessoal do empresarial.
Clareza para formalizar relações que antes se sustentavam apenas na confiança.
Clareza para tratar crescimento como algo que exige método, não apenas esforço.
A empresária que atravessa bem este novo ciclo é aquela que para, analisa e decide antes que o problema bata à porta. É aquela que entende que contratos, planejamento e organização patrimonial não são instrumentos de defesa apenas — são ferramentas de tranquilidade.
Conclusão: o futuro pertence a quem decidiu antes
O maior aprendizado de 2025 foi simples e duro ao mesmo tempo: quem não se organiza juridicamente, paga o preço depois.
2026 será o ano em que a empresária organizada ganha vantagem competitiva. Em que o jurídico deixa de ser socorro e passa a ser estratégia. E em que decisões conscientes protegem não apenas o negócio, mas a história, o patrimônio e a paz de quem empreende.
Eu ajudo empresários que já erraram — ou que não podem mais errar — a protegerem seus negócios com orientação jurídica clara, firme e acessível.
Se você quer entender como essas mudanças impactam sua realidade específica, posso ajudar.
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